Arquivo de novembro de 2010
Reforma Tributária sim, CPMF não
Colocar na ordem do dia a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para financiar a saúde pública no País parece uma piada. O governo começa a discussão de forma errada, já que o tema sequer foi mencionado na campanha eleitoral. Antes de se tentar criar novamente o imposto do cheque para resolver o problema da saúde, é preciso, urgentemente, fazer a reforma tributária.
É lógico que a questão da saúde precisa ser discutida por toda a sociedade. É uma área da administração pública que enfrenta dificuldades e escassez de recursos. Porém, mesmo com o fim da CPMF, em 2007, a arrecadação e a carga tributária no Brasil continuaram crescendo nos anos seguintes. O governo poderia ter destinado verbas maiores aos programas de saúde. Ao invés disso, preferiu aparelhar a máquina administrativa, inchando a folha de pagamento com o empreguismo, sem se preocupar com a busca da eficiência dos serviços públicos.
O argumento de que a CPMF evita a corrupção, o jeitinho e que é um bom modelo a ser aplicado para cobrar tributos surge de forma inesperada, buscando aproveitar-se do atual momento, no qual o governo ainda comemora a vitória da sua candidata. Acreditam que não teriam dificuldade em aprovar o novo tributo no Congresso. Enganam-se. O imposto do cheque incide sobre toda liquidação financeira e onera toda a cadeia produtiva. O grande, o médio e o pequeno empresário, além do consumidor, todos são atingidos.
Durante a campanha eleitoral, defendi a necessidade da reforma tributária e me comprometi a lutar por ela. Como deputado federal eleito, uma das minhas prioridades na Câmara dos Deputados é rever esse sistema tributário injusto. No Brasil, a carga tributária está próxima dos 35% do Produto Interno Bruto (PIB). A tributação brasileira é maior que a de várias economias, como a dos Estados Unidos, Japão, Suíça, Espanha e Canadá. Países emergentes com tributação menor que a do Brasil têm padrões de Saúde e Educação superiores aos nossos.
Por isso, antes de falarmos novamente em criar o imposto do cheque, precisamos definir um novo sistema tributário. Esse sistema tem de possibilitar a competitividade do produtor nacional e a criação de empregos.
A saúde não pode ser usada como desculpa para o aumento da arrecadação do governo, até porque nem sempre a verba que deveria ser destina ao setor chega integralmente. A saúde tem de ter recursos previstos no orçamento para atender à população.
A CPMF não. A Reforma Tributária sim. União, Estados e municípios têm de acabar com a ineficiência, a burocracia, a falta de transparência, o empreguismo e a corrupção. Têm de usar bem o dinheiro arrecadado, respeitando o cidadão. O trabalhador brasileiro já é sacrificado, pagando em impostos o correspondente a cerca de cinco meses de salário. Não é justo sacrificá-lo ainda mais por ineficiência administrativa do governo federal.
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Acompanhe nosso trabalho, opine, pergunte, participe! - Facebook - Twitter - Orkut - LinkedInVocê conhece o Código de Defesa do Contribuinte?
Hoje quero falar um pouco sobre a defesa dos seus direitos. Você, como contribuinte, sabe que códigos o defendem e como deve ser a conduta do fisco em relação a você? Sabe que lei o protege contra abusos de poder?
Se você é uma pessoa física ou jurídica, inclusa na lei que determina o cumprimento da obrigação tributária, precisa conhecer o Código de Defesa do Contribuinte para saber em detalhes seus direitos, deveres e garantias. Ele foi instituído em 2003, pela Lei Complementar n°939, da qual fui o autor.
Essa é uma das propostas das quais mais me orgulho, pois trouxe mais transparência e qualidade na relação entre o fisco e o contribuinte, provendo o bom relacionamento entre as partes e assegurando a defesa dos seus direitos, protegendo-o contra o exercício do poder abusivo, prevenindo e reparando danos de abuso de poder e regularizando o exercício da fiscalização. Acesse a cartilha online e fique por dentro de tudo o que a lei assegura a você.
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