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Reforma Tributária sim, CPMF não

Colocar na ordem do dia a recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para financiar a saúde pública no País parece uma piada. O governo começa a discussão de forma errada, já que o tema sequer foi mencionado na campanha eleitoral. Antes de se tentar criar novamente o imposto do cheque para resolver o problema da saúde, é preciso, urgentemente, fazer a reforma tributária.

É lógico que a questão da saúde precisa ser discutida por toda a sociedade. É uma área da administração pública que enfrenta dificuldades e escassez de recursos. Porém, mesmo com o fim da CPMF, em 2007, a arrecadação e a carga tributária no Brasil continuaram crescendo nos anos seguintes. O governo poderia ter destinado verbas maiores aos programas de saúde. Ao invés disso, preferiu aparelhar a máquina administrativa, inchando a folha de pagamento com o empreguismo, sem se preocupar com a busca da eficiência dos serviços públicos.

O argumento de que a CPMF evita a corrupção, o jeitinho e que é um bom modelo a ser aplicado para cobrar tributos surge de forma inesperada, buscando aproveitar-se do atual momento, no qual o governo ainda comemora a vitória da sua candidata. Acreditam que não teriam dificuldade em aprovar o novo tributo no Congresso. Enganam-se. O imposto do cheque incide sobre toda liquidação financeira e onera toda a cadeia produtiva. O grande, o médio e o pequeno empresário, além do consumidor, todos são atingidos.

Durante a campanha eleitoral, defendi a necessidade da reforma tributária e me comprometi a lutar por ela. Como deputado federal eleito, uma das minhas prioridades na Câmara dos Deputados é rever esse sistema tributário injusto. No Brasil, a carga tributária está próxima dos 35% do Produto Interno Bruto (PIB). A tributação brasileira é maior que a de várias economias, como a dos Estados Unidos, Japão, Suíça, Espanha e Canadá. Países emergentes com tributação menor que a do Brasil têm padrões de Saúde e Educação superiores aos nossos.

Por isso, antes de falarmos novamente em criar o imposto do cheque, precisamos definir um novo sistema tributário. Esse sistema tem de possibilitar a competitividade do produtor nacional e a criação de empregos.

A saúde não pode ser usada como desculpa para o aumento da arrecadação do governo, até porque nem sempre a verba que deveria ser destina ao setor chega integralmente. A saúde tem de ter recursos previstos no orçamento para atender à população.

A CPMF não. A Reforma Tributária sim. União, Estados e municípios têm de acabar com a ineficiência, a burocracia, a falta de transparência, o empreguismo e a corrupção. Têm de usar bem o dinheiro arrecadado, respeitando o cidadão. O trabalhador brasileiro já é sacrificado, pagando em impostos o correspondente a cerca de cinco meses de salário. Não é justo sacrificá-lo ainda mais por ineficiência administrativa do governo federal.

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  • http://www.edmaralvarenga.com Edmar Alvarenga

    Deputado Rodrigo Garcia,

    O grande problema é que todas as vezes que se cogita fazer uma reforma tributária, começam cheios de boas intenções e depois, como o buraco a ser coberto é muito grande, acabam chegando em algo qua na prática aumenta mais ainda a carga tributária. As máquinas federal, estaduais e municipais estão tão inchadas, que inevitavelmente levam ao contribuinte pagar uma conta cada vez maior, com ou sem reforma tributária.

    Militei na sua campanha aqui em SP e estou ansioso para saber que caminho o sr. vai seguir na vida política: se acompanhará o prefeito Kassab e entrará para a base do governo federal pelas portas dos fundos ou se honrará o mandato que lhe foi outorgado para fazer oposição, por mais de 200 mil eleitores paulistas.
    Sei da sua ligação política com o prefeito Kassab e quando ele diz em todo canto que tem um número significativo de deputados federais consigo, certamente está incluindo o sr nesta conta.
    A oposição, o DEM, o estado de SP, e os seus eleitores precisam de lideres aguerridos como o sr para evitar que uma reforma tributária não se transforme numa tragédia maior para o contribuinte.
    Obrigado.

  • Fábio Nogueira

    Rodrigo, boa tarde ! Concordo plenamente com vc, apesar de ser suspeito pois votei em ti. Acredito tbm que os bingos deveriam voltar a funcionar o mais rápido possível, uma vez que pensam em criar impostos e se esquecem de muitos desempregados principalmente com o fechamento dos bingos. Concordo com o Vacarezza, basta governo cobrar uma taxa sobre os bingos que devem ir para o mesmo lugar que a cpmf iria. além de empregos que não serão poucos ainda haverá o dinheiro por eles necessários. Forte abço conto contigo pra mudar o que puder.

  • Márcia P. Moraes

    Concordo em gênero, número e grau com o nobre deputado. Não é possível que mesmo depois de tudo, esteja em discussão a volta desse imposto que nunca serviu para NADA. Sou a favor da Reforma Tributária sim, não aguento mais pagar tanto imposto!