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Deputados unidos pela BR-153

Com a força de seus 226 mil votos, o deputado federal mais votado entre os seis eleitos na região de Rio Preto, Rodrigo Garcia (DEM), resolveu engajar-se na luta pela duplicação da BR-153. Durante entrevista nesta sexta-feira (10) à tarde na TV TEM, sugeriu que a bancada que irá nos representar em Brasília, a partir de 2011, vá até o Ministério dos Transportes para exigir a obra, assim que ele e os colegas tomarem posse em fevereiro. Excelente ideia.

A ideia que, mais de uma vez, foi defendida aqui neste espaço. Rodrigo também lembrou durante a entrevista que poucas regiões do estado (aliás de qualquer estado brasileiro, pode-se acrescentar) conta com bancada tão numerosa. Então, mãos à obra. Afinal, nunca houve circunstância tão favorável politicamente falando para que as melhorias necessárias à rodovia sejam feitas de uma vez por todas.

Nesta sexta-feira (10) Rodrigo dizia que é preciso assegurar a inclusão de verba no Orçamento da União para que a obra seja realizada. O senador eleito Aloysio Nunes (PSDB), em recente entrevista ao BOM DIA, partiu para outra vertente. Ele acha que a empresa concessionária da BR, a Transbrasiliana, deveria fazer a duplicação.

O fato é que, mais importante do que discutir quem irá arcar com a obra, a prioridade agora é que a duplicação seja feita o mais rápido possível. O que não dá é ficar parado (ou em brigas intermináveis) e ficar vendo  a sucessão de acidentes e as mortes frequentes no trecho da rodovia entre Rio Preto e Bady Bassitt.

A Comissão de Viação e Transportes do Congresso sugeriu emenda de R$ 50 milhões ao Orçamento de 2011 para a duplicação e a bancada de deputados federais paulistas outros R$ 5 milhões para a construção do trevo na entrada de Bady, ponto crítico da rodovia onde acontece boa parte desses acidentes com mortes. O Orçamento ainda não foi aprovado. Por isso é bom ficar alerta para que esses R$ 55 milhões sejam, de fato, incluídos nele e, depois, pressionar para que a licitação se dê o mais rápido possível, no caso de o poder público se responsabilizar pela tarefa.

Em todo o caso, a manifestação de Aloysio para que o governo federal reveja o contrato e obrigue a empresa a fazer a obra imediatamente não pode ser desprezada. Se a União assumir para si o encargo e a despesa, de alguma forma terá de ser compensada pela Transbrasiliana. É o mínimo que se espera. O que não pode, por exemplo, é o governo terminar a duplicação num dia e, no outro, a empresa começar a construir uma praça de pedágio no trecho duplicado.

Assista aqui à entrevista a TV Tem.

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