A polêmica do salário mínimo
Na quarta-feira, 16 de fevereiro, votamos na Câmara o reajuste do salário mínimo. Foram mais de 10 horas de discussões acaloradas, com diferentes valores defendidos pelos deputados. Enquanto a base governista defendia o aumento para R$ 545, muitos da oposição defendiam o valor de R$ 600.
Em meu discurso, defendi o mínimo de R$ 560, que pode ser suportado pelo Governo sem desequilíbrio fiscal e melhora a condição do trabalhador brasileiro. É este o valor que os sindicatos, representantes dos trabalhadores, pedem. Defendi também uma emenda na lei, para que nos próximos anos, o salário mínimo continue a ser discutido no Congresso. A base governista defende que nos anos a seguir os valores sejam fixados por decreto, ou seja, sem passar pela aprovação de deputados e senadores.
A maioria aprovou o aumento irrisório para R$ 545. O PT, com toda a sua história de luta em favor das centrais sindicais, votou contra um aumento maior aos trabalhadores, um reajuste insuficiente para repor a inflação acumulada, representando uma perda do poder de compra para a população.
Ainda falta a decisão do Senado, que será tomada provavelmente na próxima semana. Infelizmente, a base governista é maioria, o que dificilmente resultará em um aumento maior para os trabalhadores.
Continuarei defendendo que se houver eficiência na administração, é possível aumentar muito mais do que o Governo diz. O compromisso com os brasileiros tem sempre que prevalecer, estando os deputados na situação ou na oposição.
Veja aqui como os deputados votaram a questão do salário mínimo.
Faça parte da nossa rede
Acompanhe nosso trabalho, opine, pergunte, participe! - Facebook - Twitter - Orkut - LinkedInLeia também
-
José Alberto Mendonça
-
Maria Christina Ielo Bello








