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‘Temos de superar a crise rapidamente’, diz Rodrigo Garcia em entrevista

Para o secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, o DEM ‘vive uma crise’ que deve ser superada ‘o mais rápido possível’. Sobre a investida do prefeito Gilberto Kassab em quadros do DEM e do PSDB para fundar o PSD, diz: ‘Ele está buscando o caminho dele’.

A entrada do sr. no governo é a confirmação da aliança DEM-PSDB em 2012?

Mostra o reforço da aliança em São Paulo, que ela tem uma nova cara no governo, que é o meu nome. É o reforço do compromisso com o PSDB e com o governador, e mostra que o partido está forte no Estado. A impressão que se deu é que o partido tinha desmanchado. Perdeu grandes figuras, mas a maioria dos deputados e prefeitos permanece. É essa força que pretendemos reforçar no ano que vem, para o DEM disputar o maior número possível de cidades.

A aliança entre os partidos se estende para 2012 e 2014?

Acho que sim. Temos papel na oposição importante e acredito que é natural. Mas respeitando características de cada cidade.
Há tucanos criticando Kassab, com quem o sr. teve forte aliança política, dizendo que ele não tem sido leal ao levar quadros do DEM e do PSDB para o PSD.

Vejo que é um partido que está se formando e quer ser o maior possível. O DEM vive uma crise, temos que superar o mais rápido possível essa crise e encontrar as bandeiras que nos trouxeram até aqui. O partido está fazendo um papel importante de oposição no Congresso. Isso está reverberando pouco na sociedade, porque estamos no começo do governo, e o grande desafio é a eleição de 2012.

Mas como o senhor avalia essa investida de Kassab?

Ele está buscando o caminho dele. Em São Paulo, meu esforço e o dos que ficaram é não deixar o partido diminuir nem perder quadros. Estamos sendo bem-sucedidos. A segurança política desse novo partido é impossível de se ter, e até juridicamente começa a ter insegurança.

DEM e PSDB vão se fundir?

A fusão não está colocada de maneira concreta. Quando se fala em caminhar junto, é natural que as grandes lideranças digam que vamos estudar a fusão. Mas os partidos disputam a eleição de maneira separada em 2012. Com resultado em mãos, vamos avaliar 2014. Fusão está fora de contexto.

Texto publicado no dia 02/05/2011 no Site estadao.com.br.

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