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SP: indecisão do PSDB leva o DEM a testar candidato- Por Josias de Souza na Folha de SP

A demora do PSDB em definir um candidato à prefeitura de São Paulo empurrou o DEM para uma alternativa “caseira”.

Parceiro tradicional do tucanato, o DEM decidiu “testar” na capital paulista o potencial de uma opção partidária: Rodrigo Garcia (na foto, com Geraldo Alckmin).

Deputado federal eleito em 2010 pelo DEM de São Paulo, Rodrigo encontra-se licenciado da Câmara.

Responde pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Geraldo Alckmin, o governador tucano de São Paulo.

Coube ao senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM federal, informar ao tucanato sobre a decisão.

A novidade foi comunicada em reunião de Agripino com Alckmin e com o deputado Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB.

No dizer de Agripino, Rodrigo Garcia “vai colocar a campanha na rua”. Será convertido, de resto, em estrela da propaganda partidária.

O DEM levará ao ar, entre o final de novembro e o início de dezembro, 40 inserções televisivas de 30 segundos cada uma. Rodrigo será o “destaque” das peças.

A tribo dos ‘demos’ move-se à margem da conflagração do PSDB. Oficialmente, o tucanato tem quatro pré-candidatos a prefeito. Na prática, não tem nenhum.

Disputam a vaga no PSDB o deputado Ricardo Tripoli e três secretários de Alckmin –José Anibal (Energia), Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente).

Anuncia-se a realização de prévias. Para quando? Os postulantes falam em janeiro. Alckmin trama empurrar a definição para março.

E Agripino: “Quem pode assegurar que o nome do Rodrigo não alçará voo? Quem disse que os nomes do PSDB são melhores que o nosso?”

Para complicar algo já demasiado intrincado, uma banda do PSDB, liderada por José Serra, advoga a tese de que o partido deveria desistir da cabeça da chapa.

Para esse grupo, o melhor para o PSDB seria indicar o vice numa coligação encabeçada pelo vice-governador Guilmerme Afif Domingos, do PSD de Gilberto Kassab.

A fórmula é rejeitada por Alckmin e Guerra. O DEM mais do que rejeitar, abomina a hipótese de uma parceria com os ‘ex-demos’ Afif e Kassab.

Movido a pragmatismo, o DEM só levará a pseudo-candidatura de Rodrigo Garcia às últimas consequências se o “teste” revelar a viabilidade de um nome improvável.

Como a possibilidade de isso acontecer é negligenciável, o partido de Agripino adia sua decisão final para fins de março de 2012.

Nas palavras de Agripino, o PSDB continua sendo o interlocutor “preferencial” em São Paulo. Não é, porém, o único.

Dono de uma vitrine televisiva de cerca de três minutos, o DEM é assediado também pelo deputado Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB do vice-presidente Michel Temer.

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